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Evento debate Cenário Político e Desafios Econômicos do novo Governo 05/08/2018

Evento debate Cenário Político e Desafios Econômicos do novo Governo

A Previpar em parceria com a BTGPactual Asset Management promoveu no último dia 27 em Curitiba, um Café da Manhã voltado aos dirigentes e profissionais dos fundos de pensão. Os palestrantes, Luciano Dias, sócio-diretor da CAC Consultoria Política e João Carlos Scandiuzzi, estrategista de investimentos da Instituição, ministraram palestras sobre o “Cenário Político e os Desafios Econômicos do novo Governo”.

Em suas explanações Luciano Dias apresentou as perspectivas para as eleições presidenciais deste ano e alguns números que contrariam ideias do senso comum em relação à votação no país.

“No Brasil 78% do eleitorado vota em pessoas e não em partidos, portanto a única alternativa para tentar fazer uma previsão de médio e longo prazo para a política brasileira é o que a gente chama de geografia do voto,” destacou.

Segundo ele, as três regiões da faixa oeste do país (Sul, Centro-Oeste e Norte) são pequenas em relação ao restante do país, mas se tornam relevantes no cenário político, dadas as suas condições de alinhamento as regiões maiores.

Baseado em dados de sua consultoria, destacou que a região Sudeste é capaz de eleger um presidente e que em geral, a disputa presidencial se dá entre o candidato preferido no Nordeste e o preferido no Sudeste.

“O que acontece nas eleições brasileiras, principalmente nas últimas sete eleições, é que o Nordeste vota mais em um candidato e o Sudeste em outro. Como o Nordeste representa 27% dos votos do país e o Sudeste 43%, não é uma competição direta, e sim uma competição por margem,” explicou.

Desafios Econômicos

O estrategista de investimentos do BTGPactual, João Carlos Scandiuzzi, traçou o cenário externo destacando os desafios da próxima administração. Abordou sobre a mudança estrutural na política monetária dos países desenvolvidos, afirmando que tendem a gerar mais episódios de volatilidade na economia, e falou sobre as tensões comerciais americanas e seus impactos.

Sobre o Brasil, destacou que é preciso pensar em como a equipe econômica atual vai “pilotar” a economia até as eleições e como será no novo governo.

“O que a gente tem visto por enquanto é que a inflação subiu bastante, mas a parte de serviços, ainda está muito bem comportada. Mas não temos hoje evidências de que essa alta inflacionária recente tenha se espalhado pela economia. Pelo contrário, parece que ela tem um efeito de curto prazo. Após a greve dos caminhoneiros os preços já estão voltando ao normal, entretanto o efeito no câmbio parece ser mais permanente,” destacou.

Sobre as expetativas do Relatório Focus do Banco Central, afirmou que no ano pioraram, mas que as projeções para 2019 não justificariam uma futura alta de juros.

“Olhando para a expectativa do Focus para 2019, subiu de 4% para 4,1%, com uma meta de 4,25%. Teria que subir muito mais para motivar uma possível alta de juros. Na nossa visão teria que chegar a pelo menos 4,4% para então se ter essa discussão,” disse.

Segundo ele, o novo governo assumirá um país que ainda não curou as feridas da última recessão, e que conta com o agravante de possuir mais de 13 milhões de desempregados.

“De 2014 a 2016, foram 11 trimestres de queda do PIB [Produto Interno Bruto], a maior recessão desde os anos 80. Nesse período a queda foi de 8,6%, a pior que já vimos em todas as recessões e na recuperação dos primeiros quatro trimestres o Brasil cresceu somente 2,2%, a pior no primeiro ano de saída de recessão da história. O novo governo chegará com um contexto de taxa de desemprego de 12,4%. São 13 milhões de desempregados, uma situação social muito difícil, e com isso a demanda para o Brasil entrar no caminho e começar a crescer é grande,” concluiu.

Confira aqui as fotos.


Fonte: FAPA

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